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13 - O MUNDO EM GUERRA E A MENSAGEM DE FÁTIMA, SEMPRE ATUAL

  • há 1 dia
  • 3 min de leitura

"A 13 de maio na cova da Iria, no céu aparece a Virgem Maria. Ave, ave, Ave Maria.  Ave, ave, Ave Maria.

Vestida de branco ela apareceu trazendo na cinta, as cores deo céu. Ave, ave, Ave Maria.  Ave, ave, Ave Maria.

Mostrando um rosário na cândida mão, ensina o caminho da súplica e oração. Ave, ave, Ave Maria.  Ave, ave, Ave Maria.

Esta singela canção, nos remete à infância, tempo de pureza, da inocência, lembra-nos os altares ornados de flores e as crianças coroando Nossa Senhora, as procissões com andor da Virgem... Essa procissão passa agora na minha mente e me coloca no interior da Igreja-matriz de São Sebastião de Cachoeira Alegre, ouço a banda tocar um lindo dobrado, o repique dos sinos, o espocar dos fogos e os anjinhos entoando: Ave, ave, ave Maria, Ave, ave, ave Maria...

O momento que estamos vivendo em nível mundial, em um cenário global marcado por intensos conflitos como o ataque conjunto de EUA e Israel contra o Irã, que teve início em fevereiro e se arrasta até os dias de hoje.  A contínua invasão russa na Ucrânia e as tensões militares entre Paquistão e Afeganistão e outros focos ativos causando sofrimentos indescritíveis e mortes numa escala inimaginável, leva alguns a voltar seu olhar para Fátima, com a pergunta: Tudo isso não foi predito por Nossa Senhora em suas aparições de 1917?

    Um dia desses, procurando por fotografias na nuvem – já que quase não se revelam mais – para um artigo que postara no Instagram, me detive em algumas delas, quando de minha viagem a Portugal e principalmente as do santuário de Fátima e todo o entorno e pensei: “não imaginava que um dia estaria aqui, diante da imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima que visitara minha Cachoeira Alegre, em 1958, quando era ainda um recém-nascido.

Na viagem a esse país, visitei 22 cidades e, como costumo dizer: a vida é uma viagem, uma história de aventuras, por isso deve-se aproveitar bem o caminho. Quase sempre me perguntam: por que viajas tanto? Nem sei se viajo tanto, mas respondo que é uma forma de me recompensar pelo esforço de longos anos de trabalho e também porque estando vivos estamos em movimento. Gosto dessa frase de Mário Quintana: “Eu não tenho paredes, só tenho horizontes”.

   Depois dessa pequena introdução, de responder algumas perguntas, voltemos a Fátima e creio que para dar uma resposta adequada, convém antes de tudo, nos perguntarmos: qual é mesmo a mensagem de Fátima? Direi que é uma mensagem marcada por admoestações e apelos. Nossa Senhora, como mãe solícita, veio ao encontro da humanidade através de três crianças portuguesas, para dizer simplesmente que é preciso nos voltarmos para Deus e lhe darmos em nossa vida, o lugar que lhes é devido.

   Em outras palavras, no centro de sua mensagem está o amor de Deus e seu desejo de salvar os pecadores, pois Ele não quer a condenação de ninguém, mas sua conversão e vida.  Maria veio nos lembrar a gravidade do pecado, a necessidade da oração e a importância da reparação.

    O pecado é uma ofensa a Deus. Fomos criados para amá-lo, glorifica-lo, servi-lo e, assim nos realizarmos – isto é, nos salvarmos, ajudando outros a se salvarem. No entanto, “o mundo perdeu a consciência do pecado” (Pio XII 1949). Na última aparição em Fátima (1917), Nossa Senhora pediu: “Não ofendam mais o Senhor que já é tão ofendido”!

   Pela oração o ser humano toma consciência de que é ilimitado e, então, confia em Deus, a quem nada é impossível. Em Fátima, a Mãe de Jesus insistiu, de forma particular, no valor do Rosário.

    A reparação nasce do desejo de nos unirmos a Jesus Cristo, em sua oferta ao Pai, pelas ofensas que Ele recebe com os pecados da humanidade. Com orações e comunhões, com sacrifícios e penitências, completamos em nossa carne o que falta à Paixão de Cristo (CL 1,24).

   A mensagem de Fátima, longe de manter doutrinas exotéricas e extravagantes, ou ser marcada por tons apocalípticos, nos lembra a função intercessora do Imaculada Coração de Maria (continuação de sua intervenção em Caná da Galileia) destaca a terrível consequência do pecado (o inferno) e nos recorda valores evangélicos um tanto esquecidos (Jesus, no início de sua pregação: “Cumpriu-se o tempo e está próximo o Reino de Deus. Arrependei-vos e credes no Evangelho” – (Mc 1,15).

   Em outras palavras: Fátima chama nossa atenção para o objetivo central do anúncio de Cristo: o amor do Pai que nos convida à conversão e nos dá a graça para nos abandonarmos em suas mãos. Não é Deus, portanto, que nos castiga: é o ser humano que prepara para si mesmo os castigos; Deus apenas nos adverte e nos chama ao bom caminho, respeitando a liberdade que nos deu. Por isso, somos responsáveis por nossas escolhas e decisões.

 Fernando Mauro Ribeiro, baseado em artigo de Dom Murilo Krieger

 

 
 
 

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