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07 - INTIMIDADE COM NOSSA MÃE DO CÉU

  • há 2 dias
  • 3 min de leitura

A Virgem de Nazaré é honrada com muitos títulos, Imaculada, Cheia de Graça, Mãe de Deus, Rainha da Paz, de Fátima, de Lourdes, de Guadalupe, de Aparecida, de Medjugorge etc. Aqui, muito próximo de nós: Nossa Senhora da Natividade.

Embora não reconhecida oficialmente pela Santa Sé, sua aparição ao doutor Fausto teve enorme repercussão e atrai centenas e centenas de pessoas ao seu santuário, que o médico mandou construir para honrá-la, localizado na cidade de Natividade – RJ.

   É uma réplica da casa de Nossa Senhora em Éfeso, quando esta foi viver em companhia do apóstolo João. Àquele a quem, do alto da cruz Jesus disse: “Filho, eis aí a tua Mãe” e voltando-se para a Virgem: “Mãe, eis aí o teu Filho”! Então Maria fica em companhia de João até à sua assunção ao Céu.

    Mas não são o belo santuário e o local aprazível que atrai milhares de fiéis, principalmente quando se celebra em 8 de setembro a festa de Nossa Senhora da Natividade, a padroeira da cidade. Os fiéis para lá se dirigem movidos pela fé e muitos sinais foram realizados ali, como se pode constatar ao visitar aquele local.

    Tenho em minhas anotações particulares – já publiquei aqui, há mais de uma década – os 123 títulos de Nossa Senhora, que consegui catalogar. Algum tempo depois, em uma matéria para a revista Brasil Cristão, padre Alírio Pedrini não enumera, mas diz ser mais de duzentos.

 “Um título muito dedicado e sugestivo é Nossa Senhora da Dores. Muitos nomes de mulheres, muitas pinturas e esculturas famosas como a Pietá, como a de Michelangelo contemplam as dores de Maria. Existe até devoção e novena às Sete Dores de Maria. Não existem, porém, referências, pinturas, imagens, novenas e devoções à Nossa Senhora das Alegrias, das alegrias da ressurreição de Jesus”, disse o padre.

   Não quero questionar a fala do querido padre Alírio, e concordo porque desconheço também esse material que colocaria em evidência mais um título da Mãe de Jesus. No entanto, o título de Nossa Senhora das Alegrias está inserido em minha lista e quando rezo o santo terço Mariano, pela manhã, é uma das jaculatórios que faço.

Disse o guardião do Convento e Igreja de Nossa Senhora da Penha em Vila Velha, no Espírito santo, exibindo uma estampa de Nossa Senhora das Alegrias que, o frei espanhol Pedro Palácios trouxe consigo em 1558. E essa estampa era guardada por ele com carinho em uma gruta na base do penhasco onde ele vivera por algum tempo. 

    Em 1568 ele construiu uma pequena capela no cume do morro, que passou a abrigar a imagem de N. S. da Penha trazida de Portugal em 1569. A bela estampa de Nossa Senhora das Alegrias é exibida em um painel por ocasião das festividades de N. Senhora da Penha. A festa tornou-se patrimônio imaterial da humanidade e e reúne milhares de fiéis a cada ano na extensa programação que envolve a catedral, na capital do estado – Vitória – e o santuário de N, S. da Penha na cidade de Vila Velha. A procissão que liga os dois extremos, tem início em Vitória e passando pela ponte que une as duas cidades, os fiéis chegam à capela no alto do penhasco, em Vila Velha.

     Mas, voltando, pois, à senhora das Dores. As dores da Virgem Maria na paixão, morte e sepultamento de Jesus foram tremendas. No entanto, as alegrias de maria também foram imensas, indescritíveis, admiráveis, profundas e duradoura. As dores duraram três longos dias. As alegrias do encontro com o Filho ressuscitado foram intensas nos primeiros dias de Páscoa, duraram por quarenta dias, até a Ascensão e se prolongaram pelo resto da vida de Maria.

   Para quem conhece o amor de Jesus por sua mãe e o amor dela por Ele, tem certeza de que a primeira a quem Jesus ressuscitado apareceu foi à sua mãe. Quando Maria Madalena correu a contar à Virgem que tinha visto Jesus e recebido a missão de contar aos apóstolos a novidade, Nossa Senhora disse a Madalena, sorrindo: “Eu já sei! Ele já esteve comigo! Ele ressuscitou! Ele está glorioso”!

   O encontro de jesus ressuscitado com sua mãe produziu um efeito inimaginável. Todos os traumas contraídos na paixão, morte e sepultura de Jesus foram instantaneamente curados.

   Maria passou da tristeza, dor e saudade, para uma alegria envolvente, transbordante, restauradora, feliz, jubilosa e comunicante. Jesus deve ter se encontrado muitas vezes com sua mãe nos quarenta dias da Ascensão. Mas, depois, Maria vivia uma profunda vida de fé na presença do seu filho ressuscitado, presente na Eucaristia, na Santa Missa e na Comunhão, na comunidade reunida em oração. As alegrias da ressurreição prolongaram-se até se somarem as alegrias da Assunção.

 Santa Maria das Alegrias, rogai por nós!

Fernando Mauro Ribeiro

 
 
 

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