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03 - O DESCERRAMENTO E BEIJO DA CRUZ

  • 3 de abr.
  • 1 min de leitura

Atualizado: 10 de mai.

A celebração das três horas da tarde (15horas) é muito significativa e de uma riqueza impressionante. Desde quando ainda adolescente participo com fervor desse momento. Algum tempo depois, já na minha juventude, me fora delegada a missão de realizar a cerimônia do descobrimento da Cruz. Não havia padre para atender a paróquia nessa ocasião e o Ministro da Eucaristia me incumbia de fazê-la.

 

No início da celebração o ministro que preside a cerimônia, entra em silêncio pelo corredor central da matriz, reverencia o altar e se prosta por alguns instantes, toda a assembleia se ajoelha.

   O descobrimento da cruz se dá, após as leituras e a sequencia de orações. O sacerdote, diácono, seminarista ou ministro que preside a celebração tras a cruz coberta com umtecido roxo – em algumas igrejas o tecido é de cor vermelho – caminhando pelo corredor principal da Igreja-matriz, às cezes, ladeado por duas velas acesas.

Em três momentos sucessivos, descobre a parte superior da cruz, o braço direito do Crucificado e, enfim, o Crucificado inteiro e canta modulando a voz:

EIS O LENHO DA CRUZ, DO QUAL PENDEU A SALVAÇÃO DO MUNDO!

  A assembleia responde: Vinde adoremos. Depois, a cruz é colocada em seu devido lugar, ladeada por duas velas acesas, o clero, o presidente da celebração, os ministros e fiéis se aproximam para o gesto de adoração que, pode ser a vênia, o toque ou o beijo no Crucificada, enquanto o coral entoa cânticos suaves. Ao final da celebração, todos se retiram em silêncio.

Fernando Mauro Ribeiro

 
 
 

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