A cada ano a encenação da Paixão de Cristo em Cachoeira, ganha contornos ainda mais reais. Há uma evolução no desempenho dos atores, no figurino, no cenário... ingredientes que trazem veracidade a apresentação e com isso atrai um público cada vez maior.. ingredientes que trazem veracidade a apresentação e com isso atrai um público cada vez maior.
A apresentação do grupo de Teatro amadores (Crisma e Catequese) da paróquia de Cachoeira Alegre teve início no Centro de Convivência São Sebastião, em cujo cenário se deu o julgamento de Jesus, a participação de Herodes, Caifás , Pilatos e outros personagens .
Condenado, Jesus é zombado, humilhado, coroado de espinhos e com a cruz às costas, é açoitado pelos soldados e forçado a levar a pesada cruz até o local de sua crucificação.
Esse percurso se deu ao longo da rua Padre Messias e culminou na praça Olavo Carlos dos Santos, onde três cruzes estavam fixadas para os dois ladrões que seriam crucificados com ele. Um à sua direita e outro à sua esquerda.
Para nos dar coragem de trilhar o caminho da eternidade feliz, Jesus não se mede no amor, vai até a terrível cruz.
O eco das marteladas são ouvidos e ecoam em nossos ouvidos, os cravos perfuraram mãos e pés de Jesus, a cruz foi levantada, dela, pendia o corpo do Salvador.
Depois de passar por tanta crueldade, zombaria, humilhação Ele diz: “Mãe, eis aí o teu filho, se referindo ao discípulo João que estava presente na cena da crucificação e acrescentou: Filho, eis aí a tua Mãe. Nos dando Maria como mãe, nos entregando à sua Mãe, para cuidar de toda humanidade.
Mais adiante, ele vai dizer ao Pai: “Pai, perdoa-lhes. Eles não sabem o que fazem”. E ainda ouvimos o seu brado: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”. E dessa forma, tudo estava consumado!
Seguiu-se a procissão do Senhor Morto, o esquife conduzido pelos apóstolos, as Marias de Behú, Madalena, Maria sua Mãe e outros personagens como o centurião romano fizeram parte do cortejo que, algumas vezes, parava para ouvir o canto dolente de Verônica, que apresentava a face de Jesus, impressa na toalha com que ela, corajosamente, rompeu o cerco dos soldados e enxugara seu rosto.
Chegando na matriz, o padre Luiz Neto fez uma breve oração e convidou a todos para a celebração de sábado. A imagem de Cristo, que fora envolvida num lençol de linho branco, é depositada no interior da Igreja. Os fiéis se aproximam, recolhem uma flor, um ramo que seja, do esquife do Filho de Deus, beijam-No, o reverenciam, fazem suas preces e se retiram.
Vive-se agora a expectativa da celebração da Ressurreição de Cristo, que os cristãos, - o cachoeirense de modo geral - celebram com enorme alegria e entusiasmo.
A todo o elenco que participou da encenação, à equipe – monitores de Crisma e Catequistas - que se dedicou a reunir e ensaiar o grupo, àqueles que se empenharam na montagem dos cenários, os figurinos, os adereços, a todos que se envolveram nesse projeto, o nosso reconhecimento. Nosso aplauso!
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