30 - A VIDA TEM PROFUNDO SENTIDO PARA O HOMEM QUE CRÊ
Fernando Mauro Ribeiro
30 de abr. de 2024
3 min de leitura
Amanhã celebraremos o São José Operário. Antecipando em algumas horas essa celebração, falemos desse santo tão querido;
Quem me conhece um pouquinho que seja, sabe como lido com a questão da fé e, provavelmente, percebe que tenho enorme predileção por São Sebastião, o padroeiro de minha Cachoeira Alegre, que desde pequeno aprendi a venerar e me tornei seu devoto. É o santo que todos os dias me lembro e, em minhas orações peço que cuide de minha terra, de minha gente, de minha paróquia que a ele é consagrada.
Agora, preciso confessar uma coisa: São José é para mim um santo muito querido. Sempre foi. O vi sempre como o pai adotivo de Jesus – temos algo em comum, sou também pai do coração – e fico por longo tempo imaginando quão bela deve ter sido essa relação entre pai e filho. O cuidado, o zelo que esse homem puro dedicava a seu filho. O amor que esse Lírio do Campo nutria pelo Filho de Deus e também seu filho, pois é fruto bendito de seu piedoso coração.
A Paróquia de Cachoeira Alegre, têm duas Igrejas consagradas ao santo. Em 19 de abril, a comunidade de Silveira Carvalho promove grande festejo em honra São José. Já no dia primeiro de maio é a comunidade da Casa de Tábuas que celebra São José Operário, reunindo um grande número de fiéis em sua singela Capela, quando há a celebração da Santa Missa, Procissão, Leilão de prendas e outras atrações.
Digo-lhe que, um dos modelos para minha vida é a pessoa de São José, homem justo e cheio do temor do senhor, pois o temor a Deus nos ensina que a vida tem profundo sentido para o homem que crê. A fé é a vitória do otimismo, porque é a vitória do amor; fé é lance total, é arriscar tudo na cartada do amor.
Quando na fé dizemos que o nosso destino é o céu, temos que desde agora procurar viver o céu, começando por acabar com as trevas que estão dentro de nós. Isso exige um duplo serviço: pela fé não mais pecar e pela graça vencer em tudo através do amor; abrir-se para Deus, entregando-se com toda confiança em suas mãos. É assim que a vida vai se tornando mais iluminada, mais segura, mais repleta de sentido e valores; ao passo que para o incrédulo sempre mais aumentam as trevas, inseguranças, desespero.
O homem não consegue se realizar senão abrindo para valores pessoais. Ateísmo é egoísmo congelado, incapacidade de amar e confiar se perde em substancia, em sentido e alegria. Pela fé, o homem se abre todo para Deus como fez São José. Por meio deste confiar amoroso, ele vai participando sempre mais da vida divina e pela graça de Deus, vai sendo arrancada de sua alma a insegurança e limitações próprias.
Sem fé o homem fecha a si o acesso a essa fonte de vida e de segurança, sempre mais se tranca no calabouço estreito e escuro do próprio egocentrismo; desgosto, angústia e desespero serão as consequências e o resultado natural da sua reclusão livremente escolhida.
Como São José, o patrono da Família de Nazaré, que nas trevas da noite soube ouvir a voz de Deus, muitos de nós encontramos o sentido da nossa vida e o desejo sincero de fazer a vontade divina ao nos ser anunciado o Evangelho. Saímos da escuridão para a luz de Deus.
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