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23– FLAMENGO: TORCIDA QUE VAIA E SANGRA.

  • há 3 dias
  • 3 min de leitura

Eu diria que uma torcida que aplaude, vaia e sangra. Os amantes do esporte sabem que o Flamengo não iniciou bem a temporada 2026. Com resultados pífios, perdeu para o Corinthians, um título que a nação contava como certo para iniciar bem a caminhada nesse ano. Mas, o que é certo no mundo do futebol? Se fosse tudo previsível, não teria emoção, não provocaria discussão e nem fazia aumentar a paixão do torcedor,

   Mas o desempenho do Mais querido do Brasil, foi se comprometendo com a sequência dos jogos. A torcida começa a impacientar-se. E diga-se de passagem, que ela tem toda a razão. Haja visto que o clube possui um elenco estelar, altíssimos salários, pagamento em dia, um CT Centro de Treinamento que é referência na América Latina, tem o carinho de uma torcida apaixonada e apaixonante – são os próprios atletas que declaram isso – Então, o resultado não pode ser tão abaixo da média.

    A matéria que verás a seguir, fala dessa relação da torcida com o clube. Veja:

 

22 Mil no Domingo.

55 Mil na Quinta:

A Torcida Que Vaia e Sangra.

 Amigos, o "idiota da objetividade" olha para a catraca, conta meros 22 mil viventes no Maracanã e decreta, com a frieza de um legista: "O pior público do ano". Mas os números, ah, os números sofrem de uma aridez desértica. Eles não explicam a alma humana e, muito menos, a alma rubro-negra.

  Aquele cimento vazio no domingo não foi abandono. Foi um castigo. A Nação estava em greve de amor. Machucada por um futebol burocrático, ofendida pela ausência de sangue nos olhos, a torcida preferiu o amargo exílio do sofá.

Foi o silêncio mais ensurdecedor que o Ninho do Urubu já escutou. Um recado claro: o manto não aceita a mediocridade.

 Eis a esfinge rubro-negra. E ela nos revela, num sobressalto, sua face mais irracional. Sublime e louca! Chega a notícia da decisão de quinta-feira contra o obscuro Lanús.

A diretoria, com a insensibilidade típica de um agiota de colarinho branco, cobra o despautério de mil e quinhentos reais por um bilhete.

 E o que faz essa mesma torcida que protestava ontem? Avança sobre as bilheterias com a fúria dos desesperados! Mais de 55 mil almas já empenharam as calças, rasparam o fundo do cofre e garantiram seu lugar no inferno. Domingo, críticos implacáveis. Quinta, devotos em romaria.

 Eis o óbvio ululante da nossa tragédia existencial: o Flamengo é um vício que desafia a falência. O sujeito pode não ter o pão na mesa, mas na quinta-feira ele estará lá, rouco, esmagado, com o coração saindo pela boca, pronto para cobrar e empurrar.

O time que foi vaiado no domingo será carregado no colo na quinta. Porque o amor rubro-negro não é para os fracos de espírito. É uma febre que queima a própria razão.

 Quinta-feira não haverá jogo de futebol no Maracanã. Haverá o Juízo Final com bola rolando!

 E eu pergunto, batendo no peito e sem a menor sombra de ironia: isso é paixão ou é uma dependência emocional coletiva? Você, com a corda no pescoço, iria mesmo pagando esse preço?

 Eu quero saber: você iria? Ou ficaria no sofá criticando?

Nota: Texto extraído de uma página do Facebook, parabéns ao seu autor pela clareza das palavras e pela veracidade do que expões.

Fernando Mauro Ribeiro 

 
 
 

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