Não creio que o “mito”, o presidiário, o capitão Chorão que bradava em alto e bom som: EU NUNCA SEREI PRESO e em outro momento provocava seu opositor, entre gargalhadas, a proferir a provocação: OI, LULA, A PAPUDA TE ESPERA esteja condenado ao anonimato.
É difícil de acreditar nisso porque ele está a espernear de todo jeito. Uma hora o ar condicionado está fazendo barulho, reclama a ausência da Micheque, tem crise de soluços – de consciência, não – segundo ele na tornozeleira havia uma escuta eletrônica. Disse tanta coisa o chorão.
Ele ouvia vozes e queria dialogar com a tornozeleira num diálogo mais aberto, por isso decidiu rompê-la para dar à ferramenta mais liberdade. E ele deseja a todo custo a intervenção dos Direitos Humanos que ele classificou como “esterco da humanidade” estampado em sua camisa.
Ele reclama das acomodações. Logo ele que disse em seu linguajar chulo que: presidio não é Spa, é lugar pra se ‘f’ mesmo! Reclamar de barulho do ar condicionado quem aplaudiu publicamente um torturador, declarando-o como seu ídolo? Quer anistia, quer visita do zero 1, zero 2, zero 3, zero 4 também. A filha, não. Ela é fruto de uma fraquejada que ele dera e o resultado foi esse. Fala do próprio presidiário, pai da menina.
E não bastasse todo esse teatro, há os filhinhos do papai pedindo anistia. Ah, meu pai está sofrendo! Meu pai está soluçando! E chama médico! Esse não serve, chama outro! Chama o pastor! Chama a nutricionista” Chama psicóloga! E aquele que se gabava de ter vida de atleta, de repente está cheio de dodói.
E vai fazer exame disso e daquilo. Como alguém, em um ambiente desse, com todo esse aparato médico, com declarações pesarosas de seus súditos de que ele é um injustiçado, os filhos a pedirem o presidente americano: “Solta o meu pai, Trump”!
Como pode cair no ostracismo. No ostracismo ele esteve durante uma vida inteira quando deputado do baixo clero que nunca apresentou um projeto. Agora, o Bozo está em total evidência, penso eu! Mas vamos à matéria da respeitada economista, jornalista e colunista de um jornal carioca:
O OSTRACIO OSTRACISMO DE BOLSONARO
Preso e inelegível, o ex-presidente Jair Bolsonaro está decididamente fora do jogo político, pois espera-se que ele cumpra a pena a que foi condenado. Pela lei ele deveria estar na Papuda. Mas há quem avalie no Supremo que isso teria um simbolismo grande e pode parecer perseguição.
Os militares não querem que o cumprimento da pena seja num quartel. “Aceitam os seus, ou seja a Marinha e o Exército, concordam que os generais e o almirante cumpram a pena em estabelecimento das forças, mas não Bolsonaro, é o que se disse à época.
Pede-se por anistia, mas ele segue agora na “Papudinha” e não mais em prisão domiciliar. Preso, alega delírio persecutório. O episódio revela um personagem que lembra o realismo fantástico latino-amiricano. Um ex-presidente que imaginava estar acima da lei, com uma solda na mão, insone, no meio da noite, tortura uma tornozeleira eletrônica para que ela confesse ter uma escuta embutida.
O cumprimento da pena leva Bolsonaro ao ostracismo mas a força política que ele galvonizou permanece com uma fatia do eleitorado. O ungido para ser o herdeiro do movimento que Bolsonaro representa já se sbe que é o seu filho Flávio . uma herança que é em parte tóxica. Vem com os votos do seguidores do ex-mandatário, mas ao mesmo tempo com uma alta rejeição.
A condenação de Bolsonaro é por crime de tentar contra as instituições democráticas. O episódio do ataque à tornozeleira eletrônica com uma solda, evidentemente deixa o ex-presidente mais enfraquecido. Compromete também a estratégia de tentar uma anistia via Congresso. Uma pessoa que não tem o mínimo respeito à lei a esse ponto, fica difícil de defender.
Flávio Dino lembra ter sido o relator da lei que estabeleceu as tornozeleiras eletrônicas: “Assisti a lei nascer, tive a honra de ser o seu relator, acompanhei sua grande evolução, chegando atualmente a aproximadamente 120 mil tornozeleiras eletrônicas ativas, não sendo aceitável qur um ex-presidente da República, com sua grande projeção pública, tente violar e desmoralizar tão tão exitoso sistema”.
Jair Bolsonaro está preso e preso ficará por muito tempo, em regime fechado, porque foi condenado. O Brasil está entrando em terreno novo,ao levar para a cadeia um ex-presidente da República que, acumpliciado de lideranças militares tentou acabar com a democracia.
Resta aos políticos do seu grupo, e seu clã, reorganizar as forças e saber o que fazer. Até agora tudo deu errado. A estratégia de mobilizar o governo americano contra a economia brasileira produziu perdas econômicas iniciais, mas o uso eficiente da diplomacia e do diálogo desfizeram praticamente todo o ataque tarifário ao Brasil.
BRASIL DESAFIOU TRUMP E VENCEU
A ideia de que a Casa Branca poderia impor o fim do processo contra Jair Bolsonaro fracassou totalmente. O jornal The New York Times trouxe um artigo assinado pelo jornalista Jack Nicas, com o título: “Brasil desafiou Trump e venceu”. Diz que quando Trump decretou a tarifa de 50% contra o Brasil, Bolsonaro foi visto como o grande vencedor, mas está claro agora, que foi ele quem mais perdeu.
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