“Dizem que a vida é bela olhando da janela, mas creio que bom mesmo é viver dentro dela”.
Sentado sobre a Caixa D’água que abastece a população de minha cidade, lá pelos idos de 1985, lá estava eu, sozinho, pensando em tanta coisa, espiando ao longe a estrada, sonhando com uma Cachoeira Alegre mais urbanizada, identificando cada rua, as casas e, sobre elas as antigas antenas de TV, o Córrego rico que divide a cidade ao meio; quando disse pra mim mesmo: “Daqui se tem uma bela vista”! Vinte e oito anos depois, surgiu aqui, o bairro Bela Vista.
De casas simples, de gente humilde, de ruas de pedras irregulares, que divisam com uma pequena reserva florestal onde o verde se destaca. Daqui, posso contemplar a Cachoeira Alegre que me acolheu “para ser mais um dos muitos uns dos filhos seus”; posso olhar o infinito mais de perto, conversar com as estrelas, na vastidão do universo...
“Triste a vista da janela, que já não brilha mais. O vento bate, mas o sol não reflete, o amor súbito paira nos olhos convictos de esperanças contínuas. Haverá volta naquilo que só convém o destino decidir?
Aqui estou eu, posso ouvir, sentir, pensar, falar, cantar a alegria de ser cachoeirense e, em um piscar de olhos, eu nunca mais piscar. Assim é a vida.
Ah! Se a vista é tão bela, vista da minha janela, imagino o quanto deve ser deslumbrante a vista plena”
“Viver é ter como bela vista, uma Cachoeira Alegre”