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23 -FESTA DE NOSSA SENHORA DA VITÓRIA - SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORAO PODEROSO FEZ EM MI

  • Fernando Mauro Ribeiro
  • 23 de ago. de 2022
  • 3 min de leitura

Dentre as heranças que os portugueses nos deixaram, uma se destaca: a das celebrações religiosas. A festa de Nossa Senhora da Vitória, que se celebra no dia da solenidade da Assunção de Maria, é uma delas. A Igreja celebra essas solenidades no dia 15 de agosto. Volto-me, pois, para o final do século catorze (1385), quando Dom João I, rei de Portugal, tendo sido vitorioso contra os castelhanos, mandou construir uma igreja e um templo real no local onde se dera o combate. Aquele santuário recebeu o nome de Mosteiro de Santa Maria da Vitória. Hoje, mais conhecido com o nome de “Mosteiro da Batalha”.

A verdadeira vitória de Maria, contudo, foi ter sido elevada aos Céus, de corpo e alma. Essa verdade de fé, na qual a Igreja acredita desde os primeiros séculos, tornou-se dogma, pelo Papa Pio XII, no Dia Primeiro de Novembro de 1950: “Depois de elevar a Deus, muitas e reiteradas preces e de invocar a luz do Espírito da Verdade, para a glória de Deus onipotente que outorgou à Virgem Maria, sua peculiar benevolência; para honra de seu Filho, Rei imortal dos séculos e vencedor do pecado e da morte; para exaltar a glória da mesma augusta Mãe e para gozo e alegria de toda a santa igreja, com a autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo, dos Bem-Aventurados Pedro e Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que a Imaculada Santa Mãe de Deus e sempre Virgem Maria, terminando o curso da sua vida terrena, foi assunta em corpo e alma à glória do céu”.

(Constituição Apostólica Munificentíssimus Deus).

“Vale a pena lutar por valores que não passam e que, ao contrário, têm sementes de eternidade”.

A glorificação de Maria é a coroação da sua vida de fidelidade; é a expressão máxima de sua vitória. Sua vida foi um “sim” constante a Deus; um sim que foi explícito por ocasião da Anunciação (Eis aqui a serva do Senhor) e seu sim silencioso aos pés da Cruz: Ali, Maria estava de pé, unindo-se a seu Filho Jesus, pronta a recebe-lo nos braços, quando tirado da Cruz.

Antes disso, quando Maria visitou Isabel, ouviu de sua prima, um inesperado elogio: “Bendita é tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre”. As palavras de Isabel tiveram o dom de fazer brotar dos lábios de Maria, o belíssimo hino que conhecemos com o nome de “Magnificat”.

No Magnificat, Maria profetizou: “De agora em diante, (desde agora) todas as gerações hão de chamar-me de Bendita. O Poderoso fez em mim maravilhas”. Dessa glorificação de Maria, nós mesmos somos testemunhas, pois, depois do nome de Jesus, “que nome nasce com mais frequência que o seu, nos lábios de homens e mulheres? E isso não é glória?

A que criatura, depois de Cristo, homens e mulheres têm elevado mais orações, mais hinos e mais igrejas? Que rosto, mais do que o de Maria, procuraram reproduzir na Arte? Todas as gerações me chamarão bem-aventurada, disse Maria no seu Magnificat (ou melhor, disse por meio dela o Espírito Santo); e aí estão vinte séculos para demonstrar que não se enganaram”. (Cantalamessa).

A solenidade da Assunção de Maria, nos dá uma certeza: por graça de Deus, Maria é vitoriosa. A glória de Maria, vem nos lembrar: vale a pena lutar por valores que não passam e que, ao contrário, têm sementes de eternidade”.

Dom Murilo Krieger – Arcebispo de São Salvador da Bahia

 
 
 

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