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13 - HOJE, É DIA DO PEDREIRO

  • Fernando Mauro Ribeiro
  • 13 de dez. de 2025
  • 4 min de leitura

"Parabéns a todos os pedreiros que construíram e constroem esse país".

   Nós, do Porta Novo Tempo, gostamos de trazer à nossa página, datas comemorativas, porque além de informação, prestamos homenagem àqueles profissionais que se dedicaram anos a fio ao seu ofício e também àqueles que com profissionalismo se empenham em realizar o seu trabalho.

Nesse dia, quero destacar o Pedreiro, cidadão que se empenha para tornar a nossa vida mais digna, mais confortável, construindo nossas casas, capelas, igrejas, templos, catedrais, que na realidade, são, como as nossas casas, santuários da fé, do amor, respeito, afeto e gratidão.

     O Dia do Pedreiro é comemorado anualmente em 13 de dezembro no Brasil. A data homenageia a profissão de um dos operários mais antigos da história da humanidade.

Essa profissão surgiu quando o homem primitivo saiu das cavernas e começou a construir a sua própria casa. Esse operário rudimentar evoluiu, especializou-se e profissionalizou-se. O pedreiro é o responsável por ajudar a construir prédios públicos ou privados, utilizando técnicas de revestimentos com argamassas, alvenaria e demais derivados da pedra.

Em 1549, quando o governador-geral Tomé de Souza desembarcou na Bahia, trouxe na sua comitiva um grupo de pedreiros portugueses para construir uma fortaleza de pedra e cal, por ordem do rei de Portugal. No Rio de Janeiro, um documento de 1573 atesta que, o mais antigo pedreiro de que se tem registro no Brasil chamava-se João Ribeiro.

O pedreiro, como o próprio nome sugestiona, trabalha com a manipulação de materiais feitos de pedra ou tijolo. Em homenagem aos pedreiros que ajudaram a construir a cidade de Brasília, a capital brasileira, em apenas 41 meses, em 1961, o presidente do Brasil Juscelino Kubitsckek mandou erguer um monumento que fizesse todos lembrarem da grande importância desta profissão para o desenvolvimento do país.


HOMENAGEM AO DIA DO PEDREIRO

"Esse operário rudimentar evoluiu, se especializou e se profissionalizou fazendo do uso de pedras e tijolos uma arte para construir as cidades".

   Me desperta a atenção e me encanta nessa profissão, a perícia, a determinação e tudo que a envolve; desde a base, com a perfuração do solo, a armação da ferragem, o desenho das colunas, vigas, arcos de concreto que além da sustentação conferem às edificações as mais belas e variadas formas. Mas há, evidentemente, todo um processo de revestimento das paredes, acabamento e pintura, até à entrega das chaves.

     Assim, muitas vezes, fiquei por longo tempo a olhar admirado o trabalho de um pedreiro, desde a mais humilde residência, até o suntuoso palácio, as mansões, os “arranha-céus”, que sobem com a rapidez de um foguete. Outras vezes, estive envolvido nesse processo – como ajudante – auxiliando meu pai, na construção e reforma das casas do clã dos Ribeiro em Cachoeira Alegre.

Obviamente, acompanhei a construção de minha própria casa em Muriaé e até me envolvi de forma mais direta na preparação do terreno e posteriormente na pintura. Isso já faz quase quatro décadas, mas as lembranças permanecerão para sempre.

   Quero, embora com receio de me esquecer de algum, - e desde já conto com a compreensão dos leitores - mencionar alguns nomes que fazem parte de nossa história, pois ajudaram a construir essa Cachoeira Alegre e também daqueles que ainda em atividade, vão atribuindo às nossas casas um novo visual e, dessa forma conferem um novo cenário às nossas ruas, e que também passam a fazer parte da história, como construtores de uma comunidade, vila e cidade... Por que não?

  Muitos o conheceram como comerciante. E estão corretos, ele foi  sim, durante longos anos o comerciante mais antigo de Cachoeira Alegre, foram 78 anos de comércio, - que ele costuma dizer que: são 78 anos fazendo amigos – Mas ele fora também, pedreiro, eletricista, bombeiro hidráulico, marceneiro, pintor, oleiro, padeiro... Como alguém encontra tempo para desempenhar tantas funções? Talvez, me pergunte o leitor. Eu digo que ele faleceu aos 98 anos, lúcido e que meu pai fora tudo isso que disse  e pode facilmente ser constatado.

   Então, inicio a extensa lista com o nome de Joaquim Ribeiro Gouveia; Sebastião Marques (Tatão Ezidio); Sebastião Bonincontro, (Buchancha), Nicolau Bonincontro, Manoel José Fernandes, (Maneca); José Egídio Matos, (Juquita); Joaquim de Souza Aguiar, (Cadágua); Serrote; José Jorge; Wilson Marques (Preto); José Antônio Marques (Paraíba); Adilson Gomes Delgado; Wilson do Sr. Geni, Jorge Daldosso, Flávio do Landinho; Renato Bahia; Antônio Camilo; José Carlos do Juquita, Anderson do Juquita, Joãozinho do Juquita; Joãozinho Bahia, Zé Breu; André Piloto; Benedito Madeira (Bené); Claudio Estácio de Oliveira; Ataíde Marques; José Augusto Marques; Paulinho Egídio; Carlinhos Marques; Dinho Marques; Cláudio José Jacobino; José Maria Rozeno, Adalto do Cláudio, Paulinho Crente, Paulinho Capanema...

"Uma das profissões mais importantes e mais presentes na vida de todo mundo. Sem eles nós não teríamos a nossa casa, nosso trabalho, supermercado, museus e nenhuma outra construção que adoramos visitar. Parabéns pelo seu dia, pedreiro!"

Qual o valor da diária de um pedreiro?

Algumas divisões: A diária cobrada por um pedreiro, vai variar de região para região, mas a média costuma ficar entre R$ 150,00 e R$ 250,00. Alguns profissionais trabalham também por metro quadrado, e o valor varia entre R$ 550,00 e R$ 1.200,00 (os principais fatores para o valor são: região e padrão da construção).

  Aos pedreiros não citados aqui, espero que se sintam também homenageado, não conheço todos eles, embora eu saiba que haja outros tão talentosos quanto, em Cachoeira.

Fernando M. Ribeiro

 
 
 

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