"Parabéns a todos os pedreiros que construíram e constroem esse país".
Nós, do Porta Novo Tempo, gostamos de trazer à nossa página, datas comemorativas, porque além de informação, prestamos homenagem àqueles profissionais que se dedicaram anos a fio ao seu ofício e também àqueles que com profissionalismo se empenham em realizar o seu trabalho.
Nesse dia, quero destacar o Pedreiro, cidadão que se empenha para tornar a nossa vida mais digna, mais confortável, construindo nossas casas, capelas, igrejas, templos, catedrais, que na realidade, são, como as nossas casas, santuários da fé, do amor, respeito, afeto e gratidão.
O Dia do Pedreiro é comemorado anualmente em 13 de dezembro no Brasil. A data homenageia a profissão de um dos operários mais antigos da história da humanidade.
Essa profissão surgiu quando o homem primitivo saiu das cavernas e começou a construir a sua própria casa. Esse operário rudimentar evoluiu, especializou-se e profissionalizou-se. O pedreiro é o responsável por ajudar a construir prédios públicos ou privados, utilizando técnicas de revestimentos com argamassas, alvenaria e demais derivados da pedra.
Em 1549, quando o governador-geral Tomé de Souza desembarcou na Bahia, trouxe na sua comitiva um grupo de pedreiros portugueses para construir uma fortaleza de pedra e cal, por ordem do rei de Portugal. No Rio de Janeiro, um documento de 1573 atesta que, o mais antigo pedreiro de que se tem registro no Brasil chamava-se João Ribeiro.
O pedreiro, como o próprio nome sugestiona, trabalha com a manipulação de materiais feitos de pedra ou tijolo. Em homenagem aos pedreiros que ajudaram a construir a cidade de Brasília, a capital brasileira, em apenas 41 meses, em 1961, o presidente do Brasil Juscelino Kubitsckek mandou erguer um monumento que fizesse todos lembrarem da grande importância desta profissão para o desenvolvimento do país.
HOMENAGEM AO DIA DO PEDREIRO
"Esse operário rudimentar evoluiu, se especializou e se profissionalizou fazendo do uso de pedras e tijolos uma arte para construir as cidades".
Me desperta a atenção e me encanta nessa profissão, a perícia, a determinação e tudo que a envolve; desde a base, com a perfuração do solo, a armação da ferragem, o desenho das colunas, vigas, arcos de concreto que além da sustentação conferem às edificações as mais belas e variadas formas. Mas há, evidentemente, todo um processo de revestimento das paredes, acabamento e pintura, até à entrega das chaves.
Assim, muitas vezes, fiquei por longo tempo a olhar admirado o trabalho de um pedreiro, desde a mais humilde residência, até o suntuoso palácio, as mansões, os “arranha-céus”, que sobem com a rapidez de um foguete. Outras vezes, estive envolvido nesse processo – como ajudante – auxiliando meu pai, na construção e reforma das casas do clã dos Ribeiro em Cachoeira Alegre.
Obviamente, acompanhei a construção de minha própria casa em Muriaé e até me envolvi de forma mais direta na preparação do terreno e posteriormente na pintura. Isso já faz quase quatro décadas, mas as lembranças permanecerão para sempre.
Quero, embora com receio de me esquecer de algum, - e desde já conto com a compreensão dos leitores - mencionar alguns nomes que fazem parte de nossa história, pois ajudaram a construir essa Cachoeira Alegre e também daqueles que ainda em atividade, vão atribuindo às nossas casas um novo visual e, dessa forma conferem um novo cenário às nossas ruas, e que também passam a fazer parte da história, como construtores de uma comunidade, vila e cidade... Por que não?
Muitos o conheceram como comerciante. E estão corretos, ele foi sim, durante longos anos o comerciante mais antigo de Cachoeira Alegre, foram 78 anos de comércio, - que ele costuma dizer que: são 78 anos fazendo amigos – Mas ele fora também, pedreiro, eletricista, bombeiro hidráulico, marceneiro, pintor, oleiro, padeiro... Como alguém encontra tempo para desempenhar tantas funções? Talvez, me pergunte o leitor. Eu digo que ele faleceu aos 98 anos, lúcido e que meu pai fora tudo isso que disse e pode facilmente ser constatado.
Então, inicio a extensa lista com o nome de Joaquim Ribeiro Gouveia; Sebastião Marques (Tatão Ezidio); Sebastião Bonincontro, (Buchancha), Nicolau Bonincontro, Manoel José Fernandes, (Maneca); José Egídio Matos, (Juquita); Joaquim de Souza Aguiar, (Cadágua); Serrote; José Jorge; Wilson Marques (Preto); José Antônio Marques (Paraíba); Adilson Gomes Delgado; Wilson do Sr. Geni, Jorge Daldosso, Flávio do Landinho; Renato Bahia; Antônio Camilo; José Carlos do Juquita, Anderson do Juquita, Joãozinho do Juquita; Joãozinho Bahia, Zé Breu; André Piloto; Benedito Madeira (Bené); Claudio Estácio de Oliveira; Ataíde Marques; José Augusto Marques; Paulinho Egídio; Carlinhos Marques; Dinho Marques; Cláudio José Jacobino; José Maria Rozeno, Adalto do Cláudio, Paulinho Crente, Paulinho Capanema...
"Uma das profissões mais importantes e mais presentes na vida de todo mundo. Sem eles nós não teríamos a nossa casa, nosso trabalho, supermercado, museus e nenhuma outra construção que adoramos visitar. Parabéns pelo seu dia, pedreiro!"
Qual o valor da diária de um pedreiro?
Algumas divisões: A diária cobrada por um pedreiro, vai variar de região para região, mas a média costuma ficar entre R$ 150,00 e R$ 250,00. Alguns profissionais trabalham também por metro quadrado, e o valor varia entre R$ 550,00 e R$ 1.200,00 (os principais fatores para o valor são: região e padrão da construção).
Aos pedreiros não citados aqui, espero que se sintam também homenageado, não conheço todos eles, embora eu saiba que haja outros tão talentosos quanto, em Cachoeira.
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