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11 – DIA MUNDIAL DA POPULAÇÃO

  • Fernando Mauro Ribeiro
  • 11 de jul. de 2025
  • 2 min de leitura

Eu poderia nesse dia, falar de densidade demográfica, dos dados do último Censo do IBGE, coisas desse tipo, estariam mais alinhadas com a data, mas, decidi falar sobre outra população: a praiana. Os barraqueiros, quiosques e frequentadores da orla. As novas regras na orla carioca que deixaram muita gente surpresa. Mas como disse o colunista Joaquim Ferreira dos Santos: “Tirem esses quiosques do caminho que eu quero passear com meu amor”.

        Ainda outro dia eu passeava com a namorada por Ipanema, pelo calçadão de Copacabana, desviando de bicicletas elétricas e patinetes, uma foto com o pensativo – mas, nunca solitário – Drummond. Aliás, o mineiro de Itabira tem sempre alguém ao seu lado, pousam a mão nos ombros do poeta para uma foto... um chope no Posto 6, uma visita ao Forte de Copacabana, o desejo, mas a impossibilidade de caminhar na areia onde ambulantes disputam palmo a palmo, o espaço para ofertarem seus produtos.

        O nome “pegapacapá” é uma articulação fonética utilizada no linguajar popular do Nordeste – em alguma região de Minas, também – para expressar constrangimento ou conflito. Pode tanto caracterizar uma situação doméstica, como pública, envolvendo homens e mulheres. Aqui, no Rio, pega para capar é confusão, briga, coisas desse tipo. Então eu poderia dizer que as novas regras em vigor, na orla, foram um “pega para capar”. Veja artigo do jornal o Globo: Fernando Mauro Ribeiro


NENHUM QUIOSQUE FOI AUTUADO

No primeiro fim de semana de julho, sob as novas regras da orla carioca, quiosques, barracas e ambulantes enfrentaram fiscalização limitada, ajustes, incertezas com a entrada em vigor do decreto do prefeito Eduardo Paes. Em Copacabana, Ipanema e Arpoador, houve flagrantes de ciclomotores circulando nos calçadões, música em barraca, carrinho de milho na areia, além de garrafas de vidros. Foram aplicadas multas, algumas bandeiras sumiram da paisagem.

        Segundo matéria do Globo, mais de cem itens de ambulantes foram apreendidos – como garrafas de vidro, carrinhos e roupas. Barracas receberam 26 multas por ausência de preços visíveis. Nenhum quiosque foi autuado por perturbação sonora. Ambulantes sem licença continuavam na areia.

    Nos quiosques a música ao vivo foi liberada das 12 às 22 horas, com volume controlado e o uso de garrafas de vidro é permitido, desde que não saiam do espaço.


SEM MÚSICA A ORLA PERDE A ALMA

    No Botequim Carioca, em Copacabana, o uso de decibelímetro é rotina. O decreto também determina padronização visual nas barracas – nome sobre fundo branco, letras pretas, 40 centímetros de altura por três metros de largura. “Barraca tem que ser alegre. E garrafa chama o turista”, disse uma barraqueira.

Fonte: jornal O Globo

       

 
 
 

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