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09 - VOLTA AS AULAS: O BULLYNG ALCANÇA ESPAÇOS ALÉM DO MURO DAS ESCOLAS.

  • Fernando Mauro Ribeiro
  • 9 de fev. de 2023
  • 3 min de leitura

Com o retorno das aulas, os motoristas devem estar ainda mais atentos pois a garotada com suas mochilas, estão de volta às ruas e nas calçadas estreitas de nossa cidade. Atentos também os pais e responsáveis por nossos pequeninos, leiam com atenção esta importante exortação:

RECADO IMPORTANTE:

As aulas estão prestes a começar e quero lhes pedir um favor. Sentem-se uns cinco minutos com os seus filhos e expliquem-lhes que seu muito alto, baixo, gordinho, magrinho, preto, branco ou com atrasos de desenvolvimentos não é motivo para brincadeiras. Que não há nada de errado em usar os mesmos tênis todos os dias.


A MOCHILA SURRADA CARREGA OS MESMOS SONHOS QUE UMA NOVA

Expliquem-lhes que uma mochila usada carrega os mesmos sonhos que uma mochila nova. Por favor, os ensinem a não excluir ninguém por “ser diferente” ou não ter as mesmas possibilidades.

Expliquem para eles que o bullyng destrói, e que eles vão à escola para aprenderem a ser uma pessoa melhor e não para se exaltar, humilhando os outros. Lembremo-nos de que Educação começa em casa.

Achei muito oportuna essa exortação. Compete-nos, poios, passar aos filhos, netos, sobrinhos (nossas crianças) esses valores. Seja qual for a idade, qualquer criança ou adolescente pode ser vítima de agressões verbais ou físicas de forma continuada. O preconceito é extensivo aos pais e professores que se tornam incapazes de entender a situação e o contexto escolar. Muitas vezes, o bullyng começa em casa. Veja:

“Acredito que a proteção aos filhos é uma reação instintiva dos pais, mas é preciso discernimento para não prejudicar o processo de socialização, no qual disputas e conflitos são normais.


O BULLYNG COMEÇA EM CASA.

“A urgência de se saber o que se passa, não deve precipitar os pais para um interrogatório. O ambiente deve ser tranquilo para proporcionar um espaço para escutar o filho, não deve ser de crítica. Não é fácil para a criança partilhar os incidentes de que é alvo com seus pais ou professores.

Alguns pais atribuem o bullyng aos meios de comunicação, mas notamos que há pessoas adultas, em diversos ambientes, que agridem e hostilizam pessoas pela cor da pele, posição social, credo religioso e política.

Assim, nota-se que o bullyng alcança espaços além do muro das escolas. Pois o processo é extensivo aos pais e professores que se tornam incapazes de entender a situação e o contexto escolar.

Eu, por exemplo, sofri bullyng na minha infância, mas, sem dúvida, o que mais me fez mal foi a reação de meus pais. Pois, se chegasse em casa reclamando, após ter apanhado na rua, levava uma surra ou ouvia um sermão. Claro que entendia a reação deles, porém, me era insuportável saber a maneira com que eles compreendiam a situação.

Em minha adolescência, tive a oportunidade de conhecer o Eustáquio que era um grande educador e dotado de grande espiritualidade. Através do esporte e de peças teatrais, dava apelido a todos para desfazer nos alunos os traumas causados pelo bullyng. Assim, éramos chamados de: zoião, zoinho, baleia, loura do banheiro, rolo de fumo e doente mental.

Podemos observar que a má atitude e o desconforto psicológico causado pelo bullyng encontram amparo no seio familiar, sendo assim, para que haja mudança no comportamento das crianças em relação aos seus coleguinhas, é necessário que haja mudanças no comportamento dos pais. Se mudamos a atitude, mudamos o mundo”.

O texto em parênteses é de Eduardo Augusto Galindo – Psicólogo clínico


 
 
 

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