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09 - POLÍTICA: EU QUERO É BOTAR MEU BLOCO NA RUA!

  • Fernando Mauro Ribeiro
  • 8 de jul. de 2024
  • 2 min de leitura

Que 2024 é ano de Eleições Municipais, todos, ou a maioria da população sabe. Mesmo porque a mídia vem falando de Fundo eleitoral para os Partidos, a segurança das Urnas eletrônicas, os Partidos já se mobilizam para lançar ou confirmar seus candidatos, nas esquinas e nos bares já se ouve que esse e aquele é pré-candidato e, o povo já começa a se manifestar através de um ou de outro.

O tabuleiro de xadrez está sendo montado, assim que os nomes forem confirmados, as peças começam a se moverem. É grande a expectativa em torno de reis e rainhas, cavalos alados tentam alcançar eleitores na corrida pelo voto, há quem se refugie na torre a espiar o cenário... mas, em 5 de outubro: acontece o xeque-mate.

         Então, o povo sai às ruas, toca-se tambores, os fogos são ainda mais intensos, carreatas e mais carreatas, cervejas nos bares, churrascos nas praças, numa alegria incontida e frenética, mas que não dura muito tempo. Passada a empolgação, reis e rainhas voltam aos seus castelos, retiram seu bloco da avenida, recolhem-se em seus palácios, guardam suas fantasias – para usá-las novamente, daqui a 4 anos – os tambores se calam...

Os súditos? Ah, esses se mantêm no segundo grupo, de mãos vazias, as alegorias e adereços rolaram pelo chão, se perderam com seus sonhos, suas crenças num mar de ilusões. Aqueles mais prudentes, armazenam um pouco de confete e serpentina para o próximo Carnaval Eleitoral.

         Seria talvez, o eleitor o maior responsavel por esse circo? Somos nós, porventura, que aplaudimos esse espetáculo?

Somos nós, que, alimentamos o ego dos artistas que se lançam no picadeiro?

Nosso voto é que define o destino de nosso município. Enquanto o eleitor não tiver essa consciência, ele vai se debruçar na janela para ver a Banda passar ou se preferir, permanecer na arquibancada da vida a espiar o tempo.


REFLEXÃO DE UM PACATO CIDADÃO

Administrar um município, mais que construir pura e simplesmente obras, é atender os anseios da Comunidade como um todo, ser sensível às suas reivindicações nos mais diversos e amplos aspectos do contexto social.

Cabe ao prefeito, em sua administração, procurar atingir tais objetivos, moldando sua atuação à frente do Poder Executivo, às necessidades populares e às disponibilidades econômicas do município.

Seria interessante que, antes mesmo de se iniciar a Campanha Eleitoral, o prefeito em exercício, apresentasse ao povo uma ampla amostragem do que até então fizera ao longo desse período que compreende seu mandato.

Esse relatório, talvez, traduza em sua essência, o compromisso assumido de sua equipe de dedicar todo o seu esforço para a solução dos problemas enfrentados há anos pelo município, nos setores da Educação, da Saúde, das Estradas, das Obras, da Assistência social e na própria estrutura administrativa da cidade.

Essa deveria ser a conduta de prefeitos e vereadores. Assim, eles poderiam dizer: “venho novamente, bater à sua porta para pedir-lhe o seu voto”, porque creio ter realizado até agora uma administração voltada para os reais interesses da população

Fernando Mauro Ribeiro


 
 
 

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