top of page

08 DE JANEIRO DE 2023 – ATAQUES GOLPISTAS FORAM ULTRAJANTES E INSUFLADOS PELO ÓDIO

  • Fernando Mauro Ribeiro
  • 8 de jan. de 2024
  • 3 min de leitura

Há um ano atrás, assistíamos estarrecidos as atitudes animalescas daqueles que se dizem patriotas atacarem os Três Poderes e com seus atos antidemocráticos promoverem um quebra-quebra deixando um rastro de destruição. Um ano depois, nesse 08 de janeiro de 2024 o presidente Lula convocou um ato “União em defesa da Democracia”, na tentativa de se promover uma “união nacional”. Representantes dos Três Poderes estiveram no Senado, mas governadores de oposição como Tarciso de Freitas (São Paulo), Cláudio Castro (Rio de Janeiro) e Romeu Zema (Minas Gerais) ignoraram o chamado.

  Exatamente um ano após a tentativa de golpe simbolizada pela invasão e depredação da sede dos Três Poderes, autoridades dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário se reuniram ontem, em defesa da democracia e cobraram punição exemplar aos executores, financiadores e mentores intelectuais da iniciativa que buscava o rompimento constitucional. Em um discurso com indiretas a Jair Bolsonaro, o presidente Lula afirmou que não há “perdão” para quem atenta contra o regime democrático e o seu “Próprio povo”.

  À frente do TSE, o ministro Alexandre de Moraes disse que as redes sociais foram instrumentalizadas, servindo de vetor para disseminação de discurso de ódio, e defendeu a regulamentação das plataformas. O presidente defendeu punição para todos os envolvidos. Até agora o Supremo Tribunal Federal (TSF) já condenou 30 pessoas, e outras 38 reconheceram o crime e firmaram acordos que preveem, por exemplo, pagamento de multas. Ontem houve mais uma prisão na mais recente fase da Operação Lesa Pátria, levando o número de detidos a 71.

  Todos aqueles que financiaram, planejaram e executaram a tentativa de golpe devem ser exemplarmente punidos. Não há perdão para quem atenta contra a democracia, o seu país, seu próprio povo. O perdão soaria como impunidade. E a impunidade como salvo conduto para praticar novos crimes, novos atos terroristas – afirmou Lula.

  Sem citar Bolsonaro, o presidente disse que “liberdade não é autorização para espalhar mentiras sobre vacinas” e ironizou o fato de o adversário político ter criticado as urnas eletrônicas enquanto tem três filhos que são parlamentares e foram eleitos pelo sistema. O ex-presidente foi declarado inelegível por oito anos pelo TSE justamente em razão de ataques infundados ao processo eleitoral brasileiro. Na pandemia de Covid-19, ele colocou em dúvida, diversas vezes, a eficácia da imunização.


NENHUM ESPAÇO PARA QUARTELADOS

Não foi acidente. O presidente do STF, Luiz Roberto Barroso, discursou em dois momentos: : no plenário do STF, após inaugurar uma exposição sobre o 8 de janeiro, e no ato realizado no Senado. O ministro ressaltou que a ação não representou um “fato isolado” ou um mero “acidente de percurso” e foi levada adiante por falsos patriotas”. Segundo ele, o episódio não pode ser esquecido, mas, ao fim, a democracia foi vitoriosa. Foi um ataque meticulosamente preparado. Já não há mais espaço na vida brasileira para quarteladas, quebras da legalidade constitucional ou descumprimento das regras do jogo.

 

REDES SOCIAIS RESPONSÁVEIS PELA BADERNA

  Lula também responsabilizou as redes sociais pela escalada golpista. Mensagens convocando para a “, como o ato era chamado, “festa da Selma” circularam às vésperas do 8 de janeiro e inflamaram a movimentação. Os presidentes do STF , Luiz Roberto Barroso, e da Câmara Arthur Lira, voltaram a defender recentemente novas regras para a atuação das plataformas. As mentiras, a desinformação e os discursos de ódio foram o combustível para o 8 de janeiro. Nossa democracia estará sob constante ameaça enquanto não formos firmes na regulação das redes sociais – afirmou Lula.

 

MORAES, UM DOS ALVOS, MIRA A INTERNET

  Alexandre de Moraes, hoje relator das ações relativas a 8 de janeiro no STF, também criticou o papel das plataformas, que, segundo ele, “nada fizeram para conter” o discurso de ódio e a proliferação de notícias falsas. Hoje também, é o momento de olharmos para o futuro e de reafirmarmos a urgente necessidade de neutralização de um dos grandes perigos modernos à democracia: a instrumentalização das redes sociais pelo novo populismo digital extremistas. Moraes disse ainda que não se deve confundir paz com impunidade; apaziguamento ou esquecimento sob o risco de “encorajar grupos extremistas”.

  Todos, absolutamente todos aqueles que pactuaram covardemente com a quebra da democracia e tentativa de instalação de um Estado de exceção, serão devidamente investigados, processados e responsabilizados na medida de sua culpabilidade – afirmou Moraes, um dos principais alvos das milícias bolsonaristas nos últimos anos.

Reportagem de: Sérgio Roxo, Jeniffer Guiarte, Lauriberto Pompeu, Bruno Góes, Mariana Muniz, Daniel Gullino e Gabriel Sabóia

 

 
 
 

Comentários


Posts Em Destaque
Posts Recentes
Arquivo
Procurar por tags
Siga
  • Facebook Basic Square
  • Twitter Basic Square
  • Google+ Basic Square

Editor: Fernando Mauro Ribeiro - portalnovotempo.com - © 2017 PORTAL NOVO TEMPO CACHOEIRA ALEGRE/MG.

  • Facebook - Black Circle
  • Twitter - Black Circle
  • Google+ - Black Circle
bottom of page