07 - REFLEXÕES: ACASO NÃO SABEIS QUE SOIS TEMPLO DE DEUS
7 de fev.
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1ª Reflexão: Não precisamos viver no pecado. Neste sentido, São Paulo nos exorta dizendo: Irmãos: que o pecado não reine mais em vosso corpo mortal, levando-vos a obedecer às suas paixões. Não ofereçais mais os vossos membros ao pecado como armas de iniquidade. Pelo contrário, oferecei-vos a Deus como pessoas vivas, isto é, como pessoas que passaram da morte à vida para, e ponde vossos membros a serviço de Deus como armas de justiça
De fato, o pecado não vos dominará, visto que não estais sob o regime da Lei, mas sob o regime da graça?. De modo algum! Acaso não sabeis que oferecendo-vos a alguém como escravos, sois realmente escravo daquele a quem obedeceis, seja escravo do pecado para a morte, seja escravo da obediência para a justiça?.
Graças a Deus, que vós, depois de terdes sido escravos do pecado, passastes a obedecer, de coração, aos ensinamentos, aos quais fostes entregues. Libertados do pecado, vos tornastes escravos da justiça” (Rm 6, 12-18).
Jornal O Evangelizador
É UM EQUÌVOCO CHAMAR ESTA PARÁBOLA COMO DO FILHO PRÓDIGO
2º REFLEXÃO: ... E Jesus continuou: Um homem tinha dois filhos. O filho mais novo disse ao pai: Pai, dá-me parte da herança que me cabe! E o pai dividiu a herança entre eles. Poucos dias depois, o filho mais novo juntou tudo o que era seu e partiu para um lugar distante. Depois de gastar todos os seus bens, arrependido, volta à casa do pai e pede para voltar: ‘Não mereço ser chamado de teu filho, mas receba-me como um empregado seu’, disse o rapaz. O pai o recebeu com toda a alegria de seu coração...
Pois bem, você, certamente, conhece essa bela história contada por Jesus e que se chama ‘Parábola do filho pródigo’ e, que é narrada por Lucas. Você a encontra nas Sagradas Escrituras (Lc 15, 1-32). Encontrei em um jornalzinho “Deus Conosco”, - datado de 15-09-2013 – de uma ocasião em que estive em visita a amigos, na cidade maravilhosa’, participei da Santa Eucaristia na Igreja de Nossa Senhora de Bom Sucesso, no bairro de mesmo nome, e guardei-o.
Esse ‘folheto’ é muito utilizado em algumas paróquias do Rio de Janeiro, para se acompanhar a celebração da Santa Missa. E é desse jornal que extraí esta reflexão que passo para vocês e que é assinada por Pe. Paulo Botas:
“É um equívoco chamar esta parábola de: ‘A parábola do Filho pródigo’, ou do filho esbanjador, pois a figura central é a do Pai. O mais preciso seria denomina-la: ‘A Parábola do Pai compassivo’. Jesus conhecia os conflitos vividos nas famílias da Galileia: a discussão entre pais e filhos; a rivalidade entre os irmãos por causa do direito à herança.
Naqueles tempos, era difícil sobreviver fora da família, que não podia subsistir isolada uma das outras. O livro do Eclesiástico aconselhava: ‘Quando se cumprir o número dos seus breves dias, o dia da morte, repartirás tua herança’ (Eclo 33, 20-24).
O jovem filho, ao exigir parte da herança, considera o pai como morto, rompe a solidariedade com a família e deita por terra sua honra. Ao voltar arrependido, o pai, ao vê-lo ao longe, é tomado de compaixão, esquece sua própria dignidade, perde o controle, corre ao seu encontro, abraça-o com ternura, cobre-o de beijos, sem temer seu estado de impureza.
O pai o protege e o defende das famílias vizinhas: veste nele a melhor túnica, restaurando seu corpo destroçado; coloca em seu dedo um anel simbolizando a autoridade e seu status de filho; manda calçar em seus pés as sandálias, sinal de um homem livre. E proclama a ressurreição: ‘Porque este meu filho estava morto e voltou a viver’.
Também Jesus, por seus gestos de compaixão e misericórdia, quer nos fazer abrir novamente as portas do coração para que voltemos a nos comover com a dor da exclusão, que é imposta aos nossos irmãos e irmãs. E, como afirmava o Cardeal Von Balthasar – os pecadores encontraram a Cristo enquanto os justos e puros ainda continuam procurando-o.
Devemos proclamar, com toda a força do nosso coração e alegria da nossa alma, que a festa deve começar”!
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