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06 - TEVE INÍCIO O CAMPEONATO CARIOCA

  • Fernando Mauro Ribeiro
  • 6 de fev. de 2022
  • 2 min de leitura

Foi-se o tempo em que o início dos Estaduais geravam expectativa e excitação nos torcedores. Hoje, o campeonato que abre a temporada dos clubes é mesmo um laboratório. Não gera o retorno financeiro de décadas passadas, não tem o grau de competitividade adequado para o balizamento do trabalho e por mais que se tente fazê-lo admirado pelos mais jovens, ainda é visto com desdém. Então, para que serve a competição que se iniciou por esses dias nas principais praças de todo o país?

Serve, sobretudo, para se manter viva uma tradição que se confunde com a chegada do futebol por aqui no início do século passado. Começou com os paulistas (1902) depois com os baianos (1905) e logo em seguida os cariocas (1906). Na década seguinte, já estava em Munas Gerais (1915), Pernambuco (1915), Espírito Santo (1917) e Rio Grande do Sul (1919). Ou seja: disseminado e com suas regras assimiladas por todo o país. Até, que, décadas mais tarde, fizesse sentido apontar o melhor do Brasil.

Com a globalização, os estaduais perderam relevância, atratividade, glamour. Desencantamento que já se deslumbrava a partir da fraqueza econômica dos clubes de média estrutura, com a disputa do título relegada aos maiores da capital. No Rio, há 56 anos, a faixa de campeão fica entre Flamengo, Fluminense Vasco e Botafogo. O último a quebrar a hegemonia foi o Bangu em 1966. Fora, aliás 11ª vez nos 60 primeiros anos de disputa. De lá para cá...

Fora essa questão sentimental dos que valorizam a tradição e tentam eternizar a história, os jogos dos Estaduais só servem mesmo para aprimoramentos físico e tático. Se muito, para aferir a capacidade competitiva dos times em situações adversas como nos confrontos em estádios acanhados, gramados malconservados e no meio da tarde que arde pelo calor do sol de verão. E também nos clássicos, quando já se mira o troféu que poderá ser o único da temporada. Fora isso...

A edição do carioca desse ano que teve como espetáculo de estreia Botafogo e Boa Vista, repete o formato de 2021, onze rodadas em pontos corridos para se saber os semifinalistas, mais quatro para se conhecer o campeão. O Flamengo, vencedor de quatro dos cinco torneios, segue favorito para mais uma conquista em novo encontro com a história: quem o impedirá pela sétima vez o tetracampeonato rubro-negro?

Hoje, os tricolores, campeões entre 1906 e 1909, e os alvinegros entre 1932 e 1935 são os únicos a ostentar tal pompa. Feito que o Flamengo nunca esteve tão perto de igualar....

Gilmar Ferreira gilmar@extra.inf.brextra.globo.com

 
 
 

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