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17 - SERIAM AS REDES SOCIAIS, A MERIBA ATUAL?

  • 17 de mar.
  • 4 min de leitura

O Significado de Meribá: o nome destaca o espírito de rebelião, de divisão e de murmuração do povo contra Deus e Moisés. Portanto, ao escrever ou mencionar o lugar bíblico, a forma acentuada Meribá é recomendada em português.

  Por que estou a dizer isso? Porque certa vez pronunciei Meribá, e alguém me corrigiu ao final da celebração. De fato, a palavra não vem acentuada no livro da Liturgia, - a Bíblia Ave Maria acentua-se - o que nos leva a pronunciá-la sem o acento agudo. É comum, se ouvir Meriba e não Meribá. Aliás, nunca ouvi nem mesmo um padre, conhecedor da Palavra, estudioso de teologia pronunciá-la como se recomenda nossa ortografia. Então, que fiz eu? Nunca mais a pronunciei com o acento.

   Toda essa introdução não faz sentido para o que pretendo escrever. Eu diria até que é totalmente desnecessário, mas plagiando Pilatos: “o que escrevi, está escrito”. Pois esta passagem encontra-se em João 19: 19-20, quando Pilatos fixou uma tabuleta no alto da cruz de Jesus, onde se lia; “Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus”. Estava escrito em hebraico, latim e grego. A sigla INRI, frequentemente usada em crucifixos é o acrônimo em latim de Jesus Nazarenus, Rex ludeaorum (Jesus Nazareno Rei dos Judeus).

  Contudo, eu quero retomar o primeiro parágrafo, quando eu dizia que Meriba quer dizer: espírito de rebelião, de divisão e de murmuração; local de discussão. Então abramos nosso coração ao amor, à justiça, ao diálogo, - mas lembremo-nos que diálogo não é imposição – ao entendimento e não a contendas.

  Isso me remete à polarização em que se encontra nosso país. Não há mais ideologia, há paixões exacerbadas de ambos os lados, que promovem discussões acaloradas, gerando ressentimentos, divisões, separações, rompimentos entre membros da própria família e amigos.

  Seriam as redes sociais a Meriba atual? O local das discussões, murmurações, divisões, rebeliões? Porque, sinceramente, o espaço a que se dedica esse tipo de postagem é assustador. E tome fake news daqui, tome mentira dali, e tome réplicas e tréplicas agressivas, caluniosas, agressivas e até mesmo desrespeitosas, que ferem, machucam e desestabiliza. Meu Deus, até onde o Brasil vai conviver com esse lixo?

  Sempre entendi a política com a arte, a ciência de bem gerir, de tomar decisões coletivas para a sociedade, de administrar para o povo, focada no bem comum e na regulação de conflitos através do diálogo e consenso. Pelo menos, é essa a definição que mais se aproxima da realidade. É evidente que envolve o exercício de poder, a gestão de assuntos públicos e a criação de leis e políticas públicas.

   Infelizmente, o que vemos é o oposto de tudo isso. As redes sociais dão o tom do que tem sido a política de uns tempos para cá. Parece que aquele que mais postar notícias falsas sai na frente, para a opinião pública. Nesse caso, não é a ciência de administrar para o povo, mas a arte de mentir para o povo. Aliás, o ex-presidente Jair Bolsonaro, numa de suas entrevistas, disse exatamente isso: “aquele que mentir mais, vence nas urnas”. Ouvindo isso de um líder político causa estarrecimento, mas essa parece ser a verdadeira face da política.

   Vi a pouco um vídeo em que Eduardo Bolsonaro está ao lado de Steve Bannon. Você não sabe quem é esse cidadão? Pois bem, eu te conto:  ele é acusado de sabotar democracias pelo mundo. Ele utiliza notícias falsas, as fake news para espalhar medo e vencer as eleições. É especialista em espalhar terror pelo mundo.

  Foi o que fez Bolsonaro na última eleição: “Vamos metralhar a petralhada aqui do Acre”; se dirigiu a uma repórter de forma desrespeitosa ‘você é uma idiota”, bradava ele que se imaginava inatingível; e quando espalhou o tal kit Gay, disse do banheiro unissex, disse que o Lula ia fechar as igrejas, ia tomar os imóveis de quem têm mais de um, que o Brasil viraria uma Venezuela e outras tantas asneiras.

Você sabe o que é tortura, sabe bem quem foi Carlos Alberto Brilhante Ustra? Foi o torturador mais sanguinário do Brasil, o maior ídolo de Bolsonaro e seus filhos. Bolsonaro chegou a homenagear esse torturador, quando da cotação do impeachment de Dilma Roussef. Deveria ter saído dali algemado, mas não foi, e continuou fazendo das suas, se dizendo intocável.

Ele nunca escondeu que é contra a democracia. Disse ele: “Através do voto não vamos mudar nada neste país. Isso só vai mudar o dia que nós partimos para uma guerra civil aqui dentro. E fazendo uma coisa que o regime ainda não fez: matando uns trinta mil. Se vai morrer algum inocente, tudo bem”! 

   É melhor que eu encerre por aqui, porque se eu for enumerar as atrocidades que esse senhor disse e cometeu, a matéria que já está longa, ficaria ainda mais extensa. Então: “não fecheis os corações como em Meriba”. Abra a porta do seu coração e deixa Cristo entrar e fazer a obra.

Fernando Mauro Ribeiro

 
 
 

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