02 - SÃO 13.634 BARRICADAS: A CIDADE MARAVILHOSA TEMBÉM TEM SUAS MAZELAS
2 de mar.
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O amigo leitor mais assíduo já percebeu que esse informativo trás, com uma certa frequência, notícias relacionadas ao Rio de Janeiro. E isso acontece também com outros jornais, mesmo porque é lá, na cidade maravilhosa que as coisas acontecem e ganham enorme repercussão.
Na edição de fevereiro, falei das belezas do Rio, sua geografia, sua vida cultural e do quanto a cidade me fascina. Isso, no entanto, não impede que eu veja também a face ruim que envolve a criminalidade, a má conduta do poder público em seu desgoverno, os esgotos a céu aberto, a poluição ambiental dos rios, o lixo acumulado nas ruas, praças e parques e outras mazelas.
Retornando a cidade fundada em 1565 por Estácio de Sá – sobrinho do governador geral Mem de Sá – visitando algumas favelas que, se convencionaram chamá-las de comunidades, onde reside muita gente boa, alguns amigos, povo trabalhador, me lembre da operação realizada no final de 2025, quando foram mapeadas 13.604 barricadas no estado e retiradas desses locais, 593 toneladas de material usado, somente no primeiro dia de ação realizada pela equipe de segurança pública.
Fiquei feliz quando ouvi num jornal da TV, o governador Cláudio Castro dizer que “a segurança pública entrou em novo ciclo e que o trabalho será contínuo”. Barricadas são bloqueios que os traficantes fazem para dificultar a ação da Polícia Militar nessas comunidades. Além de interferir no fornecimento de gás e outros produtos, já que os caminhões são impedidos de adentrarem nesses locais, causam dificuldades também para os moradores no seu ir e vir, inibindo o acesso de veículos.
O governador classificou a operação como o início de um novo ciclo na segurança pública. Vamos trabalhar todo dia para que a criminalidade entenda que não dá mais para desafiar o Estado – afirmou o governador.
O jornal O Globo de 25-11-2025, registrou que na capital, os agentes estiveram na Cidade de Deus, onde foram retiradas barricadas com camas, pneus, concreto e barras de ferro cravadas nas pistas e atuaram também, na baixada fluminense:
Duque de Caxias, Queimados, Nova Iguaçu e São Gonçalo. No município de São Gonçalo houve, além da desmobilização de bloqueios a localização de uma estufa para o cultivo de maconha.
Cláudio Castro, em uma entrevista coletiva reiterou que as operações serão diárias, mas que a polícia também vai intensificar as investigações para atacar quem está por trás do fornecimento de materiais para a construção das barricadas.
A operação envolveu 220 policiais militares, 50 viaturas, 30 retroescavadeira e 60 caminhões. Como eu disse no início, fiquei feliz com essa ação porque entendo que a retirada das barricadas tem um significado simbólico que vai além da liberação das vias: o rompimento das barreiras físicas é importante porque é a destruição do símbolo de poder do crime.
A operação que recebeu o nome de Barreira Zero, teve a participação da polícia Civil e Militar, assim como outras secretarias estaduais e de prefeituras. Nesse primeiro momento, a ação vai chegar a 12 cidades fluminenses. O Estado não vai mais admitir barricadas no Rio de Janeiro, disse o secretário Edu Guimarães.
“O trabalho tem que ser mesmo constante, a vigilância contínua, com ações sistemáticas, porque fiscalizar todo o estado com o total de 13.604 barricadas é uma tarefa que exige dedicação”, comentei com um amigo que reside no Rio e vive essa realidade.
Passados alguns dias, as barricadas estão de volta, os bloqueios foram fixados nas entradas das comunidades por onde andei. Ah, meu Deus! Quando isso vai mudar? Até quando o trabalhador vai ficar refém de bandido? A cidade mararilhosa também tem suas mazelas!
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