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03 - EIS O TEMPO FAVORÁVEL:O JEJUM QUE DEUS QUER, É AQUELE QUE RESULTA DA HUMILDADE

  • Fernando Mauro Ribeiro
  • 3 de mar. de 2022
  • 2 min de leitura

Esse tempo é marcado pelos exercícios quaresmais: oração, jejum e caridade. Quero chamar a atenção para o jejum. Muitas pessoas ainda confundem jejum com abstinência. O jejum consiste em deixar de fazer uma ou mais refeições, a rigor, não se trata de deixar de comer, mas comer pouco, de forma simples. Já a abstinência, como o próprio nome sugere, implica privar-se de algum alimento, isto é, não comer em nenhuma quantidade.

A Igreja nos pede jejum (comer menos) e abstinência (não comer carne vermelha) em duas datas do ano: Quarta-feira de Cinzas e Sexta-feira da Paixão. Esse recomendado jejum da Igreja consiste em um leve café da manhã, depois apenas uma refeição no dia, sem carne vermelha, que pode ser almoço ou jantar. Se optar pelo almoço, que seja uma refeição simples, sem sobremesas e refrigerantes, sem mais nada no meio do dia e, no jantar, um lanche também leve e sem carne.

É obrigatório para quem tiver entre 18 e 60 anos. As pessoas acima desta idade também podem fazer, desde que não exista perigo de saúde. Grávidas e doentes estão dispensados do jejum, bem como aqueles que, no dia do jejum, precisem desenvolver trabalhos braçais e intelectuais.

Quem desejar pode fazer um jejum mais rigoroso a pão e água ou a base de líquidos. Porém, não é jejum somente pelo jejum. Os frutos desse devem ser transformados em caridade. O jejum que Deus quer é aquele que resulta da humildade, no qual rezamos e também partilhamos o alimento com quem tem fome, damos água aos sedentos, cobrimos os que sentem frio, levamos consolo aos doentes. Esse é o jejum verdadeiro, que brota do espírito contrito no interior de cada um de nós.

Como ensina São Leão Magno: “Aquilo que cada cristão deve realizar em todos os tempos, agora, deve, pratica-lo, com maior solicitude e devoção para que se cumpra a norma apostólica do jejum quaresmal, que consiste não apenas dos alimentos, mas também e sobretudo dos pecados. Além disso, a esses jejuns obrigatórios e santos, nenhuma obra pode ser associada mais utilmente que a esmola que, sob o nome de “misericórdia”, inclui muitas obras boas. Imenso é o campo das obras de misericórdia. Não só os ricos e abastados podem beneficiar os outros com a esmola, mas também quantos vivem em situações modestas e pobres. Assim, desiguais nos bens de fortuna, todos podem ser iguais nos sentimentos de piedade da alma”. (Discurso sobre a Quaresma).

Enquanto penitência, tudo deve ser oferecido a Deus como uma renúncia espontânea, motivada pelo amor que Lhe devotamos. Da mesma forma que a oração e a caridade, o jejum é um exercício quaresmal que nos aproxima de Deus. O próprio Jesus disse que há certas ocasiões em que só obtemos êxito quando somamos, à força da oração e do jejum (cf. Mt 17,20). Vale lembrar que o impacto maior dessas práticas não deve atingir o corpo e sim o espírito, caso contrário, terão um efeito meramente exterior. A oração suplica, a caridade atende àqueles que necessitam e o jejum ajuda a alcançar a graça.

Pe. Reginaldo Manzotti

 
 
 

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